Fauna

Fauna 

Víbora (Vipera latastei) (autor: Gabriel Simões)

No capítulo da fauna a área possui uma comunidade faunística típica dos espaços abertos, muito diversificada e singular, de entre a qual se destacam répteis como lagartixa-do-mato-ibérica (Psammodromus hispanicus), a cobra-de-pernas-tridáctila (Chalcides chalcides) e a víbora-cornuda (Vipera latastei). Quanto às aves são características a Perdiz (Alectoris rufa), Cotovia-montesina (Galerida thecklae), a Laverca (Alauda arvensis), a Petinha-dos-campos (Anthus campestris), a Felosa-do-mato (Sylvia undata), a Toutinegra-tomilheira (Sylvia conspicillata), o Chasco-ruivo (Oenanthe hispanica) e a Gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax).

Esta última encontra-se legalmente protegida através do Anexo II da Convenção de Berna, estando incluída no Anexo I da Directiva  79/409/CEE, do Conselho, de 2 de Abril (vulgo Directiva Aves).

Galerida theklae (autor: Paulo Monteiro)

Devido à sua acentuada regressão possui o estatuto de conservação Em Perigo, a nível nacional, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, e também ao nível Europeu, pela BirdLife International. Estima-se que o efectivo populacional na área do Sítio seja actualmente de 130 indivíduos e de apenas de 18 casais nidificantes. Na área de intervenção ocorre ocasionalmente.

Sylvia undata (autor: Paulo Monteiro)

Constitui-se ainda como área de alimentação para outros corvídeos como o Corvo (Corvus corax) e a Gralha-preta (Corvus corone) e para algumas aves de rapina como a Águia-cobreira (Circaetus gallicus), o Tartaranhão-cinzento (Circus cyaneus) ou o Peneireiro-comum (Falco tinnunculus).
Na área do Sítio, os habitats descritos são importantes para alimentação e procriação dos quirópteros, legalmente protegidos pelo anexo II da Convenção de Berna e anexo II do Decreto-Lei 140/99 (transposição da Directiva 92/43/CEE). Entre estes contam-se Rhinolophus mehelyi, Rhinolophus hipposideros, Rhinolophus ferrumequinum, Rhinolophus euryale, Myotis bechsteinii, Myotis blythii, Myotis emarginatus, Myotis myotis e Miniopterus schreibersii.

Euchloe tagis (Autor: Fernando Romão)

No que respeita aos invertebrados, há a destacar a presença de três borboletas raras: Cupido lorquinii, Polyommatus bellargus e Euchloe tagis. Esta última, uma espécie muito rara, será particularmente favorecida pelas acções do projecto, já que a lagarta desta borboleta se alimenta exclusivamente de Iberis procumbens subsp. microcarpa e de Biscutella valentina.

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